Alunos vivenciam o Manejo Florestal Comunitário em associações no Pará

Durante o mês de julho seis estudantes se dividiram em duplas para uma jornada de aprendizado junto a três associações que desenvolvem o Manejo Florestal Comunitário (MFC) nos municípios paraenses de Anapu, Gurupá e Porto de Moz.

O IEB, com o apoio da USAID, promoveu a atividade que é uma das últimas a ser realizada pelos alunos, antes de concluírem o curso Técnico em Florestas.

Durante o mês de julho seis estudantes se dividiram em duplas para uma jornada de aprendizado junto a três associações que desenvolvem o Manejo Florestal Comunitário (MFC) nos municípios paraenses de Anapu, Gurupá e Porto de Moz. A viagem e os desdobramentos dela (relatórios e apresentação da experiência) foram viabilizados através do convênio entre o Instituto Federal do Estado do Pará (IFPA) e o IEB, celebrado em 2010. O resultado foi apresentado no último dia 26 de agosto, no campus Castanhal do IFPA.

Munidos de coragem e disposição para aprender, o grupo de estudantes chegou a enfrentar até 48 horas de viagem, por estradas e rios. Além de enfatizar o “como se faz”, o trabalho em campo buscou valorizar o entendimento das condições em que o MFC é desenvolvido. Os alunos presenciaram as dificuldades em explorar os recursos madeireiros dentro dos parâmetros ideais, tendo em vista que o uso das técnicas depende de uma série de fatores, relacionados à estrutura, capacitação e a forma de relação entre comunitários e empresas.

Fredson Mello vivenciou o Inventário Florestal 100%, uma etapa pré-exploratória que fornece informações para quantificar e qualificar o potencial madeireiro de uma determinada área. A experiência em Porto de Moz “deu uma grande segurança para os trabalhos que vou executar na minha carreira profissional”, ressalta Fredson, se referindo ao estágio na Associação Comunitária de Desenvolvimento Sustentável do Rio Arimum.

Além de valorizar os procedimentos ligados diretamente aos produtos madeireiros, os futuros técnicos florestais foram motivados a ingressar na rotina dos comunitários para conhecer as outras formas de sustento, baseados nos recursos não madeireiros, como observou de perto Maria Cruz, durante o estágio na Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas da Ilha das Cinzas. “O Açaí é o auge da renda familiar e é extraído diariamente para o consumo e para a comercialização”, comenta Maria, que foi a Gurupá.

Mesmo em contextos sociais diferentes, o estágio favoreceu a troca de conhecimento e o aprendizado dos reais valores do manejo florestal comunitário, que vão muito além do uso de práticas produtivas. A avaliação de alguns comunitários sobre alunos mostra que a experiência foi bem sucedida: “vou ficar com saudade de vocês; na participação do trabalho e da amizade”, disse uma entrevistada da comunidade Nossa Senhora do Perpetuo Socorro, às margens do rio Arimum. “Foram para o mato, trabalharam e ajudaram. Os meninos são muito interessados”, relatou um morador da mesma localidade.

Com essa e outras iniciativas o IEB contribui com a formação de mão obra qualificada, que possa atuar com uma postura mais sustentável, em relação ao extrativismo dos recursos florestais. Essa vivência em entidades ligadas ao manejo florestal comunitário teve o apoio do projeto Empreendimentos Florestais (Forest Enterprise Cluster), o qual é desenvolvido pelo IEB com recursos da USAID.







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