Amazônia Indígena

Site traz um balanço das experiências de gestão territorial e ambiental conduzidas em territórios indígenas na Pan-Amazônia

Com a proposta de trazer um balanço das experiências de gestão territorial e ambiental conduzidas em territórios indígenas na Pan-Amazônia hoje, lançamos a plataforma virtual “Amazônia Indígena”. O site é fruto do “Seminário Internacional: Mapeamentos Participativos e Gestão de Territórios Indígenas na Amazônia”, iniciativa de um amplo conjunto de organizações indígenas e não indígenas da Amazônia, realizado em novembro de 2010, em Rio Branco, capital do Acre.

“O site é um repertório de experiências, abordagens e metodologias que os povos indígenas e suas comunidades e organizações, juntos com os parceiros da sociedade civil e governos da Pan-Amazônia, estão empregando para ampliar seus conhecimentos e implementar ações de gestão ambiental e territorial em seus territórios”, explica Henyo Barretto Filho, Diretor Acadêmico do IEB.

Durante o seminário, representantes do movimento indígena, da sociedade civil e de governos do Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Venezuela, Suriname, Guiana e Guiana Francesa apresentaram conceitos e metodologias empregados nos processos de gestão territorial indígena nos diferentes países. O debate pretendia promover um avanço na agenda da autonomia dos povos indígenas na gestão de seus territórios e contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas na Amazônia.

A plataforma virtual traz os documentos apresentados no seminário e o seu relatório final, e também um vídeo realizado durante o evento. “Espera-se que as informações sistematizadas no site e os documentos disponibilizados sirvam para enriquecer ainda mais as iniciativas de gestão dos territórios indígenas pelos próprios”, afirma Henyo Barretto.

Os povos indígenas dos países amazônicos vivem hoje a transição da exclusiva luta pela terra para a consolidação do controle territorial. Assim, buscam ampliar habilidades para lidar com os desafios da gestão territorial. Para debater o impacto desses desafios, à escala da Amazônia, é indispensável trocar experiências e conhecimentos entre os povos indígenas e as políticas públicas desenvolvidas em cada país.







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