Diagnóstico retrata a situação dos planos de manejo florestal comunitário e de pequena escala na Amazônia Brasileira

Na perspectiva de entender a dinâmica regional, identificar iniciativas e facilitar o acesso ao mercado, o Instituto Internacional de Educação do Brasil - IEB e o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia - Imazon, realizaram um ...

Na perspectiva de entender a dinâmica regional, identificar iniciativas e facilitar o acesso ao mercado, o Instituto Internacional de Educação do Brasil – IEB e o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia?– Imazon, realizaram um diagnóstico que retrata a situação atual dos planos de manejo florestal comunitário e de pequena escala na Amazônia brasileira.

Esse diagnóstico está estruturado em um banco de dados, que reúne informações técnicas dos planos de manejo protocolados na região, representado em mapas temáticos nas escalas regional, estadual e municipal.

Esse banco de dados permite gerar análises rápidas sobre a situação do manejo florestal nas diversas regiões da Amazônia. Os resultados mostram que os maiores números de planos de manejo estão localizados nos Estados do Pará e do Amazonas, devido, em grande parte, às iniciativas de manejo em pequena escala aprovadas nos últimos três anos para os referidos Estados.

As informações referentes aos planos de manejo foram obtidas junto ao IBAMA e à Secretaria de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas. O número de famílias beneficiadas foi levantado a partir de consultas diretas aos representantes dos planos de manejo florestal comunitário, e estimados quando não fornecidos. O diagnóstico é uma das ações da Aliança para a Floresta Amazônica e Mata Atlântica - ALFA, financiado pela USAID.

clique aqui para acessar as informações e os mapas do Banco de Dados


Contexto

O manejo florestal praticado por pequenos produtores da Amazônia, de forma coletiva ou individual, tem aumentado de forma acelerada. As informações oficiais apontam que o número de planos de manejo protocolados junto aos órgãos de controle e fiscalização ambiental cresceu de 218, na década de 90, para 1.108 no período de 2000 a 2006.

Vários fatores têm contribuído para esta explosão de manejo florestal comunitário em pequena escala (MFC e MFPE), entre os quais se destacam:?o aumento no rigor de fiscalização e controle ambiental, tornando o MFC e MFPE uma alternativa de matéria prima legal; a internalização em agendas governamentais nos Estados de ações de promoção e o apoio ao?MFC e MFPE; as regulamentações específicas para o MFC e MFPE junto aos órgãos ambientais e o interesse de financiamentos por parte da cooperação bilateral.

Entretanto as principais barreiras para consolidar o manejo florestal como alternativa para a conservação e o desenvolvimento em áreas de pequenos produtores continuam, tais como: garantir o acesso a financiamento com linhas adaptadas à realidade local; criar infra-estrutura local; dar assessoria técnica; fortalecer as capacidades locais e promover o acesso à saúde e à educação rural, entre outros.

Mais informações: imprensa@iieb.org.br







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