Festa M’botawa fortalece laços sociais e a cultura do povo Tenharin

Celebração foi apoiado pelo Projeto Morogitá, executado pela Apitem, com apoio do IEB e recursos da USAID, via Projeto Nossa Terra
De 19 a 23 de julho, a Aldeia Trakwa recebeu indígenas de toda TI Tenharim Martelos, do povo Tenharin do Igarapé Preto e e do povo Jiahui para a celebração da Festa M’botawa. O evento é um momento de valorização cultural do povo Tenahrim Marmelos e também contou com a presença de instituições e parceiros. A festa foi apoiada pelo projeto Morogitá, executada pela APITEM com apoio do IEB e recursos da USAID, no Projeto Nossa Terra.
 
Durante os cinco dias de comemorações o que se viu foi a valorização do modo de vida e da cultura local, o que contribui para atingir os eixos 5 e 6 da PNGATI que visam valorizar o uso sustentável de recursos naturais, iniciativas produtivas indígenas, propriedade intelectual e patrimônio genético.
 
Na ocasião, o dono da festa TAPI, que foi escolhido pela comunidade, assume A organização da festa e convoca os melhores caçadores e pescadores para saírem em expedição. Enquanto os caçadores estão fora, a farinha mandio’y é produzida e as castanhas coletadas para elaborar o prato principal da festa, carne de anta cozida no leite da castanha. O chefe ainda permite a retirada de banana verde de suas roças para depositá-las próximo à sua casa para que estejam maduras para a festa.
 
Vários grupos de caçadores partem em diferentes direções e vão caçando e pescando ao mesmo tempo, geralmente em expedições de barco. Todo o resultado da caça é moqueado, ou seja, conservado pela exposição ao fogo brando. Alguns dias depois, combina-se um determinado local próximo da aldeia para um encontro até a chegada triunfante de todos à aldeia. 
 
Quando os caçadores despontam ao longe, os homens que ficaram na organização saúdam os que estão chegando num ritual com os corpos pintados,  gritos e tiros para o alto. O organizador da festa, então, começa a cantar e tocar flauta, andando ao redor das casas.
 
A caça é cozida e parte do peixe distribuída por ele, juntamente com a farinha mandio’y. A castanha é pilada, colocada para ferver com a carne da anta e depois é servida com a farinha na forma de um pirão. Enquanto a comida é preparada, os homens começam a dançar no terreiro do grupo doméstico do organizador da festa, devidamente paramentados com cocares e saias. Ao som de flautas de bambu (Yreru'a) e acompanhados pela batida do pé direito no chão, dançam em círculos. No círculo dos dançarinos integram-se as mulheres.






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