Formação de lideranças

Selecionados do Programa Liderar 2014 vão se reunir em Brasília para primeiro encontro

As 15 lideranças selecionadas dos estados do Pará e do Amazonas para o Programa Liderar – Desenvolvimento de lideranças entre povos e comunidades tradicionais da Amazônia, da turma de 2014, vão se reunir de 5 a 9 de maio em Brasília para o primeiro encontro formativo.

A programação vai contar com apresentação das histórias de vida e luta, visita em órgãos públicos, depoimentos de lideranças experientes e a apresentação dos planos de trabalho. “Esse é o momento de conhecer as lideranças, saber de onde vêm, qual a realidade, os conflitos e problemas enfrentados e a motivação para lutar”, explicou Camila de Castro, coordenadora do Programa.

Os participantes já estão trabalhando com a comunidade na construção do plano de trabalho que vai ser desenvolvido ao longo do ano. “O objetivo é discutir junto com a comunidade e escolher coletivamente um tema importante para ser trabalhado como tema-chave para construir a agenda de trabalho dentro do Liderar”, afirmou Camila.

Na avaliação da coordenadora, a experiência do ano passado foi muito positiva. Um dos pontos destacados é a integração do grupo. “Eles percebem que não estão sozinhos na luta porque muitos têm dificuldades, contextos e lutas bem parecidas. Esse intercâmbio é muito bom”.  

Cleudo Tenharin, indígena da etnia Tenharin, é vice-presidente da Associação do Povo Indígena Tenharin do Igarapé Preto (Apitipre). Ele se espelhou no pai para seguir o caminho da liderança. “Meu pai é cacique e ele teve várias dificuldades na luta para conseguir a nossa demarcação. Eu estou muito feliz porque eu vou aprender no Programa Liderar sobre as políticas para trabalhar com meu povo e ser um líder. Isso é muito gratificante, eu vou me esforçar o máximo possível e adquirir novos conhecimentos para ajudar o meu povo”, disse Cleudo.

Francisco de Souza, indígena da etnia Jamamadi, é vice coordenador da Organização dos povos Indígenas Apurinã e Jamamadi de Boca do Acre (OPIAJBAM). Para ele, “essa formação vai trazer mais conhecimento em relação às políticas, como elas são desenvolvidas e executadas dentro das terras indígenas.”







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