Formar PNGATI em Roraima

Participantes vão discutir instrumentos de gestão no quarto módulo do curso

Os participantes do Curso Básico de Formação em Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI) vão se reunir para o quarto módulo, de 26 a 30 de maio, no Centro Indígena de Formação e Cultura Raposa Serra do Sol, na região do Surumu, em Roraima.

O tema desse módulo é “Entendendo a PNGATI e instrumentos de gestão”. Os participantes vão trabalhar em cima de instrumentos de diagnóstico, planejamento, execução, monitoramento e avaliação. O objetivo é aproximar os instrumentos de implementação da Política desenvolvidos pelos povos indígenas em Roraima da discussão sobre a implementação de políticas públicas indigenistas na região.

“Esse módulo enfocará os instrumentos e ferramentas de gestão territorial e ambiental, tanto os previstos e definidos na PNGATI, quanto aqueles que os povos indígenas de Roraima vêm empregando há séculos em seus territórios. Ele vai explorar também as possibilidades de articulação entre os regimes de conhecimento indígenas e científicos para a gestão territorial e ambiental”, explicou Henyo Barretto, diretor acadêmico do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

O módulo vai contar com a colaboração de Mário Nicácio, coordenador geral do Conselho Indígena de Roraima (CIR), Sinéia Bezerra Wapichana, do Departamento Ambiental e Territorial do CIR, Edinho Macuxi, da Coordenação do CIFCRSS, Nilcélio Jiahui, da Organização dos Povos Indígenas do Alto Madeira (Opiam), Thais Dias Gonçalves e Edson Silva Lima da Coordenação Geral de Monitoramento Territorial (CGMT) da Fundação Nacional do Índio (Funai) e Julia de Paiva Leão e Olavo Batista da Silva da Coordenação Geral de Licenciamento Ambiental (CGLIC) da Funai.

Os participantes vão ter a oportunidade de visitar o Centro Maturuca, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol. Os moradores da comunidade vão apresentar a experiência do Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) do Maturuca e os instrumentos previstos por este e já empregados por eles. “O objetivo da visita é conhecer mais e recuperar a história das lutas pela terra e a experiência de elaboração do plano de gestão territorial e ambiental daquela região”, afirmou Henyo Barretto.







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