Formar PNGATI no Sul do Amazonas

Gestores públicos e lideranças indígenas se reúnem para entender e discutir sobre a política indigenista

Lideranças indígenas e gestores públicos que atuam no sul do Amazonas se reuniram de 23 a 29 de outubro para participar do primeiro módulo do Curso Básico de Formação para Implementação da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI), no Centro de Formação da Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, em Porto Velho, Rondônia. O curso foi realizado pelo projeto Formar PNGATI. 

“Trocar conhecimento, conhecer, dialogar e ter participação também”, define Fontineli Parintintin, uma das lideranças da aldeia Traíra, sobre a sua participação no curso. Neste primeiro módulo, os participantes tiveram a oportunidade de compreender conceitos como gestão ambiental e territorial e discutir os desafios da implementação da PNGATI.

Para Francisco Apurinã, coordenador executivo da Organização dos Povos Indígenas Apurinã e Jamamadi (OPIAJBAM), o curso é muito bom para as organizações e comunidades indígenas, e principalmente para as lideranças, os professores, e jovens. “A gente está aperfeiçoando mais para lutar pelo nosso direito para viver em paz.”

“Agora estamos  voltando mais munidos para falar com os parentes”, afirma Marina Vilarinho, assistente da Coordenação Regional do Madeira da Fundação Nacional do Índio (Funai), no município de Humaitá. “Estou impressionada com a metodologia do curso que consegue passar bastante conteúdo para os gestores e também para os indígenas. Todo mundo participando, é um espaço completamente político”, completa Marina Vilarinho, que trabalha com o Projeto de Monitoramento do Território Indígena.

Para Armando Soares, coordenador da Coordenação Regional do Médio Purus, no município de Lábrea, o curso é fundamental para os gestores da Funai. “A possibilidade que se tem de pactuar, fechar, estudar e planejar a implementação de uma política pública é coisa rara no Brasil. As políticas surgem e ficam por aí, soltas. As pessoas conduzem da maneira que querem e não pactuam, não conversam e não planejam a sua implementação. Para ele, o curso também promove a reflexão das pessoas sobre a PNGATI. “Temos que dominá-la para implementá-la com segurança”.

Ao final do curso, os participantes receberam orientações para desenvolverem pesquisas e atividades em suas comunidades e instituições. 







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