Fundo Socioambiental Caixa assina acordo financeiro para projeto no Marajó

IEB, Instituto Peabiru e o Instituto Vitória Régia executarão ações em dez municípios do arquipélago

No último dia 03 de novembro foi assinado em Belém (PA) o acordo de cooperação financeira entre o Fundo Socioambiental Caixa, o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), o Instituto Peabiru e o Instituto Vitória Régia, com o propósito de viabilizar a realização do projeto “Fortalecimento Institucional para o Desenvolvimento Sustentável no Marajó”. O local do evento foi a agência barco da Caixa, onde compareceram diversos diretores do banco, representes de governo e organizações não governamentais.  

Investimento
“A gente fica feliz quando vê uma ideia se concretizar. Principalmente quando essa ideia tem a intenção de colocar em pé algo que vai gerar benefício para uma quantidade de pessoas que vivem com índices de desenvolvimento humano bastante baixo”, disse o gerente nacional de sustentabilidade e responsabilidade socioambiental da Caixa, Jean Benevides, em sua fala antes da assinatura do acordo. Ele se referia ao arquipélago do Marajó, onde será desenvolvido um projeto com investimentos de R$ 3 milhões do FSA CAIXA e contrapartida acima de R$ 500 mil das instituições que desenvolverão as ações em campo.
 O trabalho será realizado em um período de dois anos nas localidades onde trafega a agência Barco Ilha do Marajó, que disponibiliza todos os produtos do portfólio do banco, com exceção daqueles que envolvem dinheiro em espécie. Os municípios atendidos pelo projeto serão: Bagre, Breves, Curralinho, Melgaço, Muaná, Ponta de Pedras, Portel, Salvaterra, São Sebastião da Boa Vista e Soure.

Organizações
Para a Diretora Executiva do IEB, Maria José Gontijo, o acordo vai fortalecer a atuação que o Instituto já exerce no território: “A parceria com o Fundo Socioambiental da Caixa será importante para consolidar a abordagem que estamos desenvolvendo no Marajó em prol do fortalecimento das organizações locais para a melhor gestão dos seus recursos naturais”, afirmou.  
O diretor-presidente do Instituto Vitória-Régia, Alex Keuffer, avalia que projeto dará grandes contribuições ao arquipélago. “O Marajó é uma região marcada pelo descaso do poder público. Mas a expectativa é de um projeto grande, com o apoio direto da Caixa. Ele trará contribuições para o aumento de renda, melhoria da qualidade de vida, difusão e disseminação do conhecimento que vão contribuir para um processo de inclusão social, e inclusão profissional”, relatou  Keuffer.  
"Temos atuado no Marajó nos últimos anos e junto com parcerias locais foi possível aumentar a visibilidade das problemáticas deste Território, tanto para o público paraense como ao poder público federal e estadual. Nesse período ficou claro que as agendas do ordenamento fundiário, das cadeias de valor prioritárias e dos direitos cidadãos, apresentam-se como amplas, complexas e merecedoras de maior atenção. E este projeto em parceria com a Caixa, o IEB e o Instituto Vitória Régia vem reforçar todo o trabalho que vem sendo feito com o objetivo de desenvolver o território.", destacou João Meirelles, diretor geral do Instituto Peabiru.

Integração
O Marajó é o maior arquipélago fluviomarítimo do mundo, com cerca de três mil ilhas e ilhotas. É marcado pela baixa capilaridade das políticas públicas, de serviços de infraestrutura e de equipamentos coletivos de promoção e proteção social. Entre os municípios que compõem a região está Melgaço, que possui o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil. Os desafios são notórios no arquipélago e exigem esforços articulados para superá-los. “A principal estratégia desse projeto são as parcerias governamentais e não governamentais. Integrar políticas públicas que já existem nos municípios, no estado e no governo federal pra esse território”, lembrou Jean Benevides.
Segundo o representante do Ministério da Integração Nacional, João Mendes, há um conjunto de políticas e de forças do governo federal que podem e devem atuar conjuntamente. Algumas estão em curso, mas muitas são desconhecidas. “O caminho a ser seguido é a integração horizontal: entre governo federal, de forma robusta, com canais de diálogo”, lembrou Mendes, que concluiu sua participação na abertura do evento reforçando a necessidade de fortalecimento da gestão municipal para o desenvolvimento e integração do território. “Se não capacitarmos as municipalidades, vamos perpetuar esse ciclo perverso, em que as municipalidades não têm capacidade de apresentar boas propostas; e o governo federal, por sua vez, com suas políticas nacionais e seus critérios, não é capaz de se mostrar sensível [as propostas apresentadas]”, finalizou Mendes.







Comentários