Gestão participativa de unidades de conservação é tema de encontro em Humaitá

“A Implementação das Unidades de Conservação na Área de Influência da BR 319 e o Desafio da Gestão Participativa”

Entre os dias 17 e 20 de março de 2010 realizou-se o Seminário “A Implementação das Unidades de Conservação na Área de Influência da BR 319 e o Desafio da Gestão Participativa” na sede da UFAM em Humaitá, AM. O Seminário foi organizado pelo IEB em conjunto com o ICMBio, e contou com a participação de 46 pessoas representantes de organizações governamentais e não governamentais, instituições e comunidades locais. A atividade faz parte do Projeto FORTIS 319, implementado pelo IEB e financiado pela Fundação Gordon e Betty Moore.

Três momentos distintos faziam parte do objetivo da atividade e, entre eles estavam a reflexão coletiva sobre os significados e desafios da Gestão Participativa de UCs, a avaliação do contexto geral da área de influência da BR 319, e o planejamento das ações relativas à implementação e gestão participativa de UCs para o ano de 2010.

Um dos momentos marcantes do Seminário foi a leitura em plenário da carta enviada pelo movimento social de Lábrea ao Ministro do Meio Ambiente (Carlos Minc), com cópia para o Presidente do ICMBio (Rômulo José Fernandes Barreto Melo) e o Governador do Estado do Amazonas (Eduardo Braga), referente ao recente episódio da Operação Matrinxã. Políticos e madeireiros de Lábrea, com o apoio de populares mobilizados pela Prefeitura e outras autoridades do Estado, impediram que a equipe de fiscalização do ICMBio desse sequência à operação, que visava averiguar a extração ilegal de madeira da Reserva Extrativista Médio Purus para abastecer serrarias e movelarias do município e coibir a retirada de areia das margens do rio Purus para obras do governo estadual.

Entre os resultados do Seminário merece destaque a montagem participativa da “linha do tempo”, com as principais ações que influenciaram a criação das UCs na região desde a década de 70 até o momento. Outro resultado concreto foi o planejamento das ações individuais e integradas de oito UCs da região.

Ao final do evento os participantes foram convidados a avaliar, anonimamente, o Seminário. Abaixo transcrevemos algumas dessas avaliações:

“Eu adquiri mais clareza sobre o que é gestão participativa”
“Senti que o grupo interagiu harmonicamente e que o objetivo de todos estava alinhado com a melhoria da gestão de suas unidades. Mesmo que as UCs estejam em estágios diferentes de implementação, não verificou-se entre os gestores uma competição pessoal.”
“O momento mais marcante: quando foi possível visualizar, de fato, a possibilidade de gestão integrada das UCs em questão.”
“Avalio o Seminário de forma positiva, pois o planejamento buscou objetividade, a partir das demandas realmente prioritárias. Foram planejadas atividades que, muito provavelmente, tem alta possibilidade de serem cumpridas.”







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