Gestão Pública da Conservação

O curso teve como foco capacitar os participantes em temas relacionados á gestão pública da conservação.

 

Gestores públicos atuantes nas esferas federal, municipal, estadual, de governos e representantes de organizações sociais participaram do curso de Gestão Pública da Conservação, realizado entre os dias 21 e 27 de abril, em Porto Velho, Rondônia. Os participantes representaram diferentes órgãos, setores e localidades, tais como: promotoria de justiça, agências ambientais, indigenistas, florestais e de diversas áreas técnicas, provenientes de diferentes regiões do Brasil, mas com ênfase de atuação no sul do estado do Amazonas e no estado de Rondônia.

Com carga de 45 horas aula, o curso foi apresentado em cinco módulos e teve como foco capacitar os participantes em temas relacionados à gestão pública da conservação, como a biodiversidade, áreas protegidas e serviços ambientais; o futuro da biodiversidade como ideia e como objeto de conservação; instrumentos de gestão política, legislação, comando e controle, comunicação e instrumentos econômicos; economia e valoração da diversidade biológica; mix de políticas para a conservação; e espaços públicos e instituições sociais na gestão ambiental, territorial e das áreas protegidas.

Além das aulas regulares ministradas pelos instrutores Nurit Bensusan, Jorge Madeira Nogueira, Maria Fernanda Gebara e Ailton dias, os participantes assistiram as apresentações do consultor Ronaldo Weigand Jr., que realizou uma palestra de duas horas sobre o Desenvolvimento Territorial com Base Conservacionista (DTBC) na quinta feira, 25 de abril. Na quarta-feira 24 houve a apresentação de Gilberto Dall´igna, geólogo do Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM). Gilberto apresentou os projetos desenvolvidos pelo órgão com vistas a expor possíveis oportunidades para a conservação da Amazônia como o gerenciamento e mapeamento cartográfico na Amazônia, o e o sensoriamento remoto que permitem o monitoramento de áreas especiais, principalmente das Unidades de Conservação (UCs), Terras Indígenas (T.Is)e projetos de assentamento.

Para Leonardo Hasenclever, coordenador acadêmico, “O curso proporcionou um ambiente de intensa troca de conhecimentos, tanto entre instrutores e participantes como entre estes, pois os desafios de cada um em suas tarefas do dia a dia convergem num mesmo sentido. Segundo Hasenclever, os objetivos do curso “Eram despertar nos participantes o sentido mais estrito
de gestão pública da conservação e permitir que eles realizassem intercâmbios construtivos e muito bem fundamentados após as exposições dos instrutores”.

 Sobre a Gestão Pública

Quando se fala em gestão pública, fala-se da gestão compartilhada, por diversos atores sociais, dos bens e serviços públicos, entendidos como aqueles que existem para o benefício público.Assim, a natureza, os serviços ambientais, as áreas protegidas (UCs e T.Is), paisagens, bem como os próprios órgãos e espaços públicos se encaixam nesta perspectiva de abordagem.

Por isto, é relevante para gestores de áreas protegidas, bem como para os partícipes nos conselhos e outros espaços públicos da gestão, conhecerem e estarem atualizados acerca dos conceitos, instrumentos específicos e mix de instrumentos possíveis a serem utilizados, e em uso, em políticas que afetam positivamente a conservação dos recursos naturais, culturais e históricos no sul do estado do Amazonas e no estado de Rondônia.

 







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