Gestores indígenas e não-indígenas participam do curso Formar para Formar

Participantes se reúnem em Brasília durante 15 dias para discutir processos participativos de formação em PNGATI

Uma turma formada por 35 gestores indígenas e não-indígenas do Norte, Nordeste, Sul e Sudeste do Brasil se prepara para um grande desafio: ser um multiplicador em processos formativos voltados a implementação da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI). De 15 a 30 de março eles estarão reunidos em Brasília para o Curso Formar para Formar: processos participativos para formação em PNGATI. Ao longo do curso serão discutidos conceitos e ferramentas participativas em seminários, palestras e trabalhos em grupo.

“O Formar para Formar se destaca por propiciar uma integração dos cursos realizados em Roraima, Rondônia e sul do Amazonas com os cursos que estão sendo realizados fora da Amazônia, com as turmas do Sul-Sudeste e Nordeste, evidenciando o caráter nacional da política e da preocupação dos povos indígenas com a gestão dos seus territórios”, explicou Maria José Gontijo, diretora executiva do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

O curso complementa o Curso Básico de Formação para implementação da PNGATI, oferecido entre 2012 e 2014 para as regiões da Amazônia, no âmbito do Projeto Formar PNGATI, apoiado pela Fundação Moore. Nessa região, foram formados 95 alunos, sendo que 30 foram selecionados para o curso Formar para Formar. Nas regiões Sul-Sudeste e Nordeste, com apoio da Funai, do ICMBio e do Projeto GATI, foram cerca de 60 alunos ao todo, com 10 selecionados para este curso.

Para Jaime Siqueira, coordenador da Coordenação Geral de Gestão Ambiental (CGGAM/Funai), “é gratificante ver o resultado do processo nesse grupo escolhido para disseminar os princípios da política pelo Brasil afora”. O curso está dividido em três blocos temáticos: Processos participativos, formação e povos indígenas – o que essa mistura dá? ; Técnicas e métodos participativos em contextos de formação e Formar para formar – amarrando as pontas.  

O curso ainda vai contar com dois eventos abertos ao público externo: uma feira de talentos com apresentação de cantos, danças, poesias e trabalhos artísticos e uma sessão de cinema comentada do filme “Mineração e desenvolvimento em áreas indígenas?” com o documentarista Celso Maldos.







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