GORDON ARMSTRONG (1952-2011)

É com muito pesar que informamos que o nosso querido colega, Gordon Armstrong, faleceu na noite de sexta-feira, dia 30 de dezembro, na antevéspera do ano novo, enchendo nossos corações de tristeza.

É com muito pesar que informamos que o nosso querido colega, Gordon Armstrong, faleceu na noite de sexta-feira, dia 30 de dezembro, na antevéspera do ano novo, enchendo nossos corações de tristeza. Desde meados de julho Gordon estava afastado do IEB, lutando contra o que veio a ser depois diagnosticado como um câncer no pulmão e, mais recentemente, na meninge. Durante todo esse período de tratamento, entre períodos em casa e internado, ele foi diuturnamente acompanhado por sua amada e incansável companheira Fernanda Ribeiro. Na noite de sexta, contudo, já em coma induzida há algumas semanas na UTI do Hospital Brasília, ele não resistiu e nos deixou órfãos de sua companhia sempre alegre e serena, e de sua orientação simples e segura.

Gordon era formado em Ciências Ecológicas pela Universidade de Edimburgo, na Escócia, onde nasceu, e tinha cerca de 30 anos de experiência de trabalho em desenvolvimento rural e manejo e conservação de florestas tropicais. Ao longo desse período, ele adquiriu amplo conhecimento no desenho e condução de ensaios florestais, viveiros comunitários e extensão agroflorestal, manejo de florestas naturais e plantadas, e levantamento de áreas de conservação – trabalhando de forma participativa com as comunidades locais.

Sua trajetória profissional se iniciou na África, onde desenvolveu trabalhos de campo em vários países, com destaque especial para o trabalho de revegetação e reflorestamento, desenvolvido entre 1982 e 1986, junto a povos e comunidades tradicionais e camponeses no leste do Quênia, por meio de viveiros comunitários de mudas de espécies nativas e treinamento de jovens para a gestão dessas iniciativas.

Gordon chegou ao Brasil em 1990, como perito do NRI (Natural Resources Institute) para assumir a coordenação do novo programa de cooperação técnica entre o Brasil e o Reino Unido na área de meio ambiente e florestas. Esse programa cresceu e chegou a abranger quinze projetos nas áreas de pesquisa, manejo e conservação florestal e de recursos naturais, e desenvolvimento rural na Amazônia, no Cerrado e no semiárido do Nordeste.

Em junho de 2000, ele se mudou com Fernanda para a cidade de Tefé no Amazonas, onde assumiu a posição de Diretor Técnico Científico do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, tendo trabalhado com o biólogo José Márcio Ayres – que também faleceu prematuramente, igualmente vítima de um câncer de pulmão. A partir de novembro 2001, ele passou a trabalhar como consultor independente, prestando serviço para várias organizações da cooperação internacional, incluindo o Banco Mundial.

Gordon começou a trabalhar no IEB em outubro de 2003 como consultor, enquanto aguardava seu visto de residente e a consequente permissão para trabalhar no Brasil. Em janeiro 2004 assumiu a posição de Diretor Técnico. Nesta posição e com sua bagagem na cooperação internacional, ele foi vital no desenvolvimento da capacidade do IEB em desenhar e gerir projetos grandes e com muitas organizações parceiras. Ele foi o principal articulador na construção e, em seguida, na gestão dos Projetos/Consórcios ALFA (Aliança para a Floresta Amazônica e Mata Atlântica), FORTIS (http://www.iieb.org.br/?/fortalecimento/consorcio_fortis) e Fronteiras Florestais (http://www.iieb.org.br/?/manejo/consorcio_fronteiras_florestais) – os dois primeiros com apoio do Programa de Meio Ambiente da USAID Brasil e o terceiro com apoio da Comunidade Europeia.

Os que tiveram a oportunidade de conviver com Gordon são unânimes em reconhecer a sua competência profissional, a sua dedicação ao trabalho e o modo singular como fazia tudo isso: sem alarde, de modo simples e sereno, excedendo em generosidade e transmitindo segurança e tranquilidade aos que trabalhavam com ele. Dedicado ao trabalho, Gordon também era muito dedicado à família e testemunhou nos últimos dois anos o casamento de seus dois filhos, Kenneth e Duncan, e vivia a feliz expectativa de ser avô. Um batalhador da causa socioambiental e da conservação florestal, sua perda será sentida pela Amazônia a que tanto se dedicou, pelos que tiveram o privilégio de trabalhar com ele e pelos amigos e familiares que deixou.

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O IEB agradece as incontáveis manifestações de pesar recebidas desde o sábado, quando a triste notícia do falecimento de Gordon se espalhou, e informa que o corpo será velado na quarta-feira, dia 04 de janeiro, das 11 às 13 h, no Cemitério Campo da Esperança, em Brasília, DF. Após o velório, o corpo seguirá para Valparaíso, GO, para cremação. No dia 06 de janeiro, às 19h, celebraremos uma missa de sétimo dia em sua memória na Igreja Nª Srª do Perpétuo Socorro, na QI 5 do Lago Sul.








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