IEB inicia rodada de diálogo nas Escolas Família do Amapá

Entrevista com Ruth Correa, coordenadora de projetos do IEB

O projeto Fortalecimento Institucional das organizações da sociedade civil no Amapá é a nova empreitada do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), com o apoio do Fundo Vale.  O projeto busca qualificar a sociedade civil organizada e articular o desenvolvimento institucional, com o objetivo de fortalecer a agenda socioambiental no Amapá. As ações que integram o projeto são: um diagnóstico do tecido social do Amapá, um diagnóstico organizacional das Escolas Família, programas de formação para a gestão das associações e Escolas Família, o desenvolvimento de lideranças das organizações da sociedade civil do Amapá e a capacitação de gestores e assessores governamentais em temas socioambientais. Além disso, no decorrer dos três anos de execução do projeto, será criado um programa de bolsas para apoiar iniciativas socioambientais, chamado de "Bolsas Amapá de Saberes", assim como um fundo de apoio a pequenos projetos envolvidos com a temática socioambiental.

Uma das primeiras ações efetuadas é o diagnóstico organizacional das Escolas Família, que tem como objetivo analisar os principais ingredientes requeridos para um processo de fortalecimento das organizações. O início do diagnóstico ocorreu no final de julho, a partir da rodada de visitas às Escolas Famílias Agrícolas - espaços de formação que atuam com uma perspectiva de educação voltada para a realidade do campo.

 Em quatro dias a coordenadora do projeto do IEB, Ruth Correa, e a equipe do IEB, percorreram os municípios Tartarugalzinho, Pedra Branca do Amapari, Mazagão, Itaubal e Macapá. Essa primeira imersão nas Escolas Família Agrícolas do Amapá é o tema principal da entrevista concedida por Ruth Correa. Ela aborda as primeiras impressões evidenciadas, e aponta os próximos passos a serem dados pelo projeto, ressaltando a importância de desenvolver esta ação no Amapá. Confira:

 

Qual a importância do projeto para o IEB?

Ruth Corrêa: O projeto é mais uma ação que reforça nossa missão institucional de  construir uma sociedade sustentável e, sobretudo, nos possibilita interagir com atores sociais em um território com características diferenciadas dos demais territórios em que atuamos, o que com certeza irá gerar aprendizados.

Por que escolher o Amapá para focar esse projeto?

Ruth Corrêa: A constituição de uma agenda socioambiental com a participação qualificada da sociedade civil apresenta-se como uma ação necessária no Amapá. O estado tem a maior taxa de cobertura florestal da Amazônia e enfrenta sérias ameaças com a expansão de atividades predatórias dos recursos naturais, tais como: exploração ilegal de madeira, implantação de monocultivos (principalmente plantios de soja), pecuária extensiva, atividades de mineração e construção de hidrelétricas. Nesse contexto, torna-se necessário atuar no fortalecimento de estruturas organizacionais (organizações comunitárias, órgãos públicos e entidades da iniciativa privada) para que possam construir e implementar uma agenda socioambiental que seja legitima e capaz de garantir a gestão sustentável dos recursos naturais.

Qual foi o propósito dessa primeira viagem?

Ruth Corrêa: Conhecer a abrangência de atuação de um parceiro estratégico do IEB no projeto: a Rede das Associações das Escolas Famílias do Amapá (RAEFAP). Nosso objetivo foi também buscar elementos para estruturar o plano de trabalho do diagnóstico organizacional das associações das escolas.

Como foi a recepção?

Ruth Corrêa: Excelente. Os dirigentes das associações e equipe técnica com quem dialogamos nas escolas foram bastante receptivos ao projeto e com boas expectativas quanto a essa nova parceria, especialmente no que diz respeito às discussões sobre caminhos para superação das fragilidades e reforço das potencialidades direcionadas para a sustentabilidade das escolas.

Quais as primeiras impressões?           

Ruth Corrêa: A nossa primeira impressão é que a rede de Escolas Família é um parceiro promissor do projeto, que pode ser uma “porta de entrada” estratégica no Estado e no debate de construção de uma agenda socioambiental com outros atores, dada sua densidade política e reconhecimento enquanto um espaço de formação que favorece a sustentabilidade.

Quais são os próximos passos?

Ruth Corrêa: O próximo passo será a pesquisa em campo para o diagnóstico organizacional, o que já ficou pactuado com a RAEFAP e as Associações para ser iniciada em final de agosto de 2014.







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