IEB lança em Brasília mais duas obras pela editora Mil Folhas

O evento contou com dezenas de pessoas que prestigiaram as obras: Quantas Estrelas Existem no Mar e Gerais a dentro a fora: identidade e territorialidade entre Geraizeiros do Norte de Minas Gerais

Aconteceu no último sábado, (08/04), o lançamento de mais dois livros da editora Mil Folhas do IEB (Instituto Internacional de Educação do Brasil.

O evento contou com dezenas de pessoas que prestigiaram as obras: Quantas Estrelas Existem no Mar e Gerais a dentro a fora: identidade e territorialidade entre Geraizeiros do Norte de Minas Gerais.

Além dos lançamentos, a Mil Folha expôs várias de suas obras, como A diversidade cabe na unidade?, além de títulos infantis, entre eles: Quanto dura um Rinoceronte? De Nurit Bensusan. 

Terceiro livro de uma série destinada ao público infanto-juvenil, “Quantas estrelas existem no mar?” chega às livrarias com o propósito de despertar em crianças e adolescentes a importância da preservação da biodiversidade.

Diferentes espécies de peixes, crustáceos e moluscos são apresentados ao longo de quarenta páginas ilustradas. Além disso, as autoras dão exemplos práticos de ações que podem prejudicar a preservação da vida marinha, como retirar conchas ou deixar lixo em praias.

As autoras, Ana Paula Prates e Eneida Eskinazi Sant ́Anna explicaram durante o lançamento que obra pretende criar o interesse desse público para um novo mundo. Para Eneida Eskinazi, essa é a geração que tem o grande desafio de manter os nossos ecossistemas, nossos oceanos. E é a partir dessa idade que surge o encantamento com esses ambientes. Já Ana Paula Prates, destacou que a grande ideia do livro é levar para as crianças todo amor que temos pelo Mar. “O Mar é um ambiente que está precisando de cuidado de carinho, pois não estamos tratando bem esse ecossistema e isso nós não identificávamos em anos atrás. Hoje, vemos a questão do lixo, da poluição e nós precisamos dele pra comer, pra viver”, conta.

Já a obra da professora da UnB, Mônica Nogueira, mostra história e lutas de comunidade tradicional do Cerrado. Foram 10 meses de incursão pelo cerrado do Norte de Minas com o objetivo de dar visibilidade a comunidades que ganharam vida nos personagens de Grande Sertão Veredas, de Guimarães Rosa.

A ideia surgiu a partir da percepção de que, apesar de estarem no imaginário brasileiro a partir da obra de Guimarães Rosa, os geraizeiros não tinham um reconhecimento como sujeitos reais e presentes nem por parte de outros povos e comunidades tradicionais. Mônica espera que a obra contribua para dar visibilidade ao movimento Geraizeiros que defende o Cerrado e sua gente. “O povo de Minas Gerais vem bravamente lutando pela defesa do seu território e pelo Cerrado em pé”, explica. História, cultura, territorialidade e outros aspectos da vida de Geraizeiros no Norte de Minas Gerais compõem as páginas do livro “Gerais a dentro a fora: identidade e territorialidade entre Geraizeiros do Norte de Minas Gerais”. A publicação inaugura a Coleção Mil Saberes, novo selo da Editora Mil Folhas.

Os lançamentos aconteceram no Ernesto Cafés Especiais na 115 sul na Asa Sul em Brasília. A editora Mil Folhas tem por objetivo difundir análises e conteúdos a respeito da relação entre sociedade, meio ambiente e desenvolvimento.

Mais informações em onde adquirir as obras da Mil Folhas no www.iieb.org.br

Autoras:

Ana Paula Prates: Engenheira de pesca, doutora em Ecologia, pós-doutorado em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social, analista ambiental do Ministério do Meio Ambiente e atualmente coordena a coordenação de Planos de Ação para Espécies Ameaçadas de Extinção no Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio.

Eneida Eskinazi Sant’ Anna: Bióloga, com doutorado e pós-doutorado em Ecologia, professora da Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP. Tem se dedicado ao estudo de ecossistemas aquáticos e organismos zooplanctônicos. Tem também desenvolvido atividades em Educação Ambiental e Divulgação Científica.

Mônica Nogueira: antropóloga e professora da Universidade de Brasília, desde 1999, realiza pesquisas sobre comunidades locais no Cerrado, com ênfase sobre as interfaces entre cultura e meio ambiente. Parte importante de sua trajetória pessoal e profissional também foi marcada pela militância no campo socioambiental, especialmente na Rede Cerrado, um coletivo com mais de 100 organizações da sociedade civil que atua na defesa do bioma e de seus povos e comunidades. Atualmente, Mônica Nogueira coordena o Mestrado em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (MESPT), na UnB.

 

 

 







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