IEB Lança Novas Publicações em Brasília

A noite foi animada durante o lançamento das três publicações, nesta segunda-feira (28/03), em Brasília.

Povos tradicionais, pesca sustentável e alterações sociais no Rio Negro (AM), foram os temas dos livros lançados em Brasília, no dia 28 de março.

A noite foi animada durante o lançamento do livro Conhecimentos Tradicionais para o Século XXI, na segunda-feira (28/03), em Brasília. A publicação, que tem a organização de Paul E. Little é uma realização do IEB em parceria com a Editora Anna Blume e faz uma análise sobre o conhecimento dos povos tradicionais. Durante o coquetel oferecido aos convidados também foi apresentado o livro Manejo comunitário de camarão e sua relação com a conservação da floresta no estuário do rio Amazonas: sistematização de uma experiência em Gurupá-PA e a coletânea Mobilizações Étnicas e Transformações Sociais do Rio Negro.

A ocasião descontraída foi, ainda, uma oportunidade para conhecer as outras publicações já lançadas pelo IEB. O instituto organiza e publica títulos e têm disponíveis obras para download e impressas. As publicações podem ser adquiridas no site do IEB.

Conheça mais sobre as obras

Conhecimentos Tradicionais para o Século XXI
Disponível neste site, no link livraria
Valor: R$ 42,00

A primeira parte “De sapos e camarões” trata de embates em torno de conhecimentos tradicionais sobre duas espécies animais. [...] A segunda parte do livro “De raízes e milho” trata de duas experiências de diálogo intercientífico.[...] A terceira parte do livro “Da ecologia e dos ambientalistas” apresenta três estudos de caso sobre experiências entre povos indígenas e ecólogos e ambientalistas de distintos interesses e projetos. [...] “No intuito de tirar o máximo proveito dessas variadas etnografias, sugiro que o leitor olhe com atenção os seguintes aspectos: primeiro, os povos tradicionais, cujos conhecimentos são o foco de análise aqui, representam grupos muito diversos entre si: povos indígenas da floresta tropical e da savana, comunidades negras rurais, caiçaras da Mata Atlântica; segundo, essa sociodiversidade está acompanhada de uma alta diversidade de ecossistemas: dos altos dos Andes aos mares do Atlântico Sul, da secura do Cerrado à umidade da Amazônia; terceiro, embora todos os capítulos tratem de conflitos entre sistemas científicos, os casos apresentados também contêm processos (mesmo incipientes) de diálogos intercientíficos, porém com resultados muito diferenciados entre si; quarto, em cada caso analisado, existe uma multiplicidade de atores sociais em interação, envolvendo organizações ambientalistas, órgãos governamentais, pesquisadores universitários, médicos, agrônomos e, claro que sim, antropólogos; finalmente, como toda boa etnografia, esses capítulos trazem muitas falas diretas dessa variedade de atores, o que nos ajuda a sentir mais próximos os dilemas intercientíficos”.
Paul E. Little é Doutor em Antropologia pela Universidade de Brasílila (UnB). Foi professor associado do Departamento de Antropologia da UnB até 2010. Tem vários livros publicados sobre a problemática amazônica, traduzidos para o inglês e o espanhol. Tem atuado na formulação das políticas ambientais e das políticas indigenistas com distintos órgãos do governo federal brasileiro. Atualmente é Oficial de Programa da Fundação Gordon e Betty Moore.


Manejo comunitário de camarão
Distribuição gratuita em formato PDF, no link downloads deste site

Fruto da parceria entre o IEB, a Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas da Ilha das Cinzas (ATAIC), e o Instituto Gurupá, o livro Manejo comunitário de camarão e sua relação com a conservação da floresta no estuário do rio Amazonas: sistematização de uma experiência em Gurupá-PA relata uma experiência de pesca de camarão, cujo diferencial é manter na natureza os camarões que não estejam no tamanho ideal para serem comercializados. A inovação tem desdobramentos ambientais, econômicos e sociais. Com esses resultados a publicação objetiva passar a lição de que é necessário valorizar os conhecimentos das populações tradicionais nos planos e projetos de desenvolvimento para Amazônia. A publicação é um produto do Projeto Cluster, que tem o objetivo de atuar junto à consolidação de planos de manejo praticados por comunidades e indivíduos na Amazônia brasileira.

Mobilizações Étnicas e Transformações Sociais do Rio Negro
Disponível na Sede do Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia PNCSA/UEA – Manaus/AM
Valor: R$ 60,00.
Telefone para contato: (92) 3232-8423

Análises de processos sociais e pensamentos de um futuro pelos diferentes agentes sociais da região do Rio Negro estão reunidos na coletânea Mobilizações Étnicas e Transformações Sociais do Rio Negro, organizada pelo Instituto Nova Cartografia Social (INCS), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). A coletânea traz artigos que abordam as transformações sociais recentes no Rio Negro produzidos por pesquisadores vinculados aos Programas de Pós-Graduação em Antropologia (PPGAS) e Sociedade e Cultura na Amazônia (PPGSCA) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), bem como a projetos científicos, como os desenvolvidos no âmbito do Centro de Estudos Superiores do Trópico Úmido (CESTU) da UEA. O Instituto Nova Cartografia Social tem buscado produzir reflexões sobre as transformações sociais recentes. Para tanto, tem privilegiado na região do Rio Negro, tal como em outras regiões amazônicas, a diversidade de expressões culturais, através da análise das relações entre situações de conflito e processo de reconfiguração étnica em curso, explica o antropólogo Alfredo Wagner Berno de Almeida, coordenador do Instituto Nova Cartografia Social e um dos organizadores da coletânea.
Os artigos são vários e heterogêneos, desde a história social da região ao processo de reconhecimento jurídico-formal da diversidade cultural para a consolidação do arquipélago de saberes dos povos indígenas e comunidades tradicionais do Rio Negro, principalmente, piaçabeiros, pescadores artesanais, ribeirinhos, quilombolas, extrativistas e artesãos.







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