Imazon apresenta números de desmatamento no sul do Amazonas

A palestra de abertura do III Encontro Regional do Consórcio Fortis – Fortalecimento Institucional do sul do Amazonas – tratou das tendências do desmatamento na Amazônia e, principalmente, no sul do estado do Amazonas.

A palestra de abertura do III Encontro Regional do Consórcio Fortis – Fortalecimento Institucional do sul do Amazonas – tratou das tendências do desmatamento na Amazônia e, principalmente, no sul do estado do Amazonas. O alerta sobre a dinâmica do desmatamento foi apresentado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), parceiro do Consórcio Fortis, que atua desde o início do projeto diagnosticando ano a ano o processo de porta de cobertura florestal da região. O monitoramento da pressão humana (desmatamento, focos de calor e estradas) e a elaboração de um boletim anual informando esses dados são iniciativas do Fortis.

Uma das ações do projeto foi o monitoramento mensal desse desmatamento, que é realizado por meio do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), desenvolvido pelo Imazon, que utiliza imagens de satélite obtidas pelo sensor Modis (a bordo dos satélites Terra e Agua da Nasa), com capacidade para detectar desmatamentos maiores que 6,25 hectares a cada 16 dias.

Segundo os números apresentados por Paulo Amaral, coordenador do monitoramento, o desmatamento está avançando em direção ao coração da floresta e crescendo forte nessa região. Ele explicou que este processo pode, por exemplo, começar com a abertura de uma estrada, como é o caso da BR – 319, que liga a região nordeste do país à Amazônia brasileira. “É um sinal de desmatamento, assim como onde tem fogo e aglomerados de pessoas”, explica.

Desmatamento nos municípios do sul do Amazonas

O Fortis atende sete municípios do sul estado do Amazonas: Apuí, Boca do Acre, Humaitá, Manicoré, Novo Aripuanã, Lábrea e Canutama e, conforme os registros do Imazon, no último ano (agosto de 2009 a julho de 2010) houve um desmatamento de 120 quilômetros quadrados, ou seja, 6% maior que no ano anterior. Apuí foi o município que mais desmatou, responsável por quase um terço ou 32% do total. Em seguida destaca-se Lábrea com 22%, Manicoré (20%), Boca do Acre (12%), Novo Aripuanã (8%), Canutama (4%) e Humaitá com dois pontos percentuais. “Só vai mudar a tendência quando todos se unirem ao combate: instituições, governos e principalmente quem está dentro da floresta”, avalia o pesquisador. Para ele, “o grande patrimônio econômico, social, cultural, ambiental e ecológico está relacionado à floresta”.

A avaliação dos parceiros do Consórcio Fortis é que o fundamental para combater o desmatamento é o monitoramento. Monitorar, segundo o Imazon, não é fiscalizar e sim gerar informação. Neste sentido, o Fortis, ao longo dos cinco anos de atuação, prestou esse serviço com o foco na transparência florestal.

O boletim completo com os dados atualizados do último ano (2009/2010) da região sul do Estado do Amazonas pode ser acessado no site www.imazon.org.br







Comentários