Instrumentos de gestão

Lideranças indígenas e gestores públicos se reúnem para discutir a PNGATI em Rondônia

Os participantes do Curso Básico de Formação em Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI) se reuniram de 5 a 9 de maio para o quarto módulo no Centro de Formação Paiter Suruí, da Associação Metareilá do Povo Indígena Suruí, no município de Cacoal, Rondônia.

Eles discutiram diversos assuntos relacionados aos instrumentos de gestão territorial e ambiental, dentre eles o plano de gestão, etnomapeamento e etnozoneamento. Os instrutores convidados falaram sobre as suas experiências com gestão de terras indígenas. Jonas Gavião, professor indígena, falou sobre a experiência dos povos Timbira, no Maranhão, e Vera Olinda, técnica da Funai, contou sobre a experiência em gestão de diversos povos indígenas no estado do Acre.

Para Gasodá Suruí, coordenador de cultura da Metareilá, “o decreto é importante para nós porque precisamos desse tipo de apoio, esse reconhecimento do governo para a gente poder aplicar essas ferramentas que nós já temos construído”. Ele apresentou para os participantes o plano de ecoturismo dos Suruí, que já foi elaborado, mas ainda não implementado. Arildo Suruí, secretário da Metareilá, falou sobre o plano de gestão dos Suruí. Segundo ele, “o plano de gestão é feito de acordo com os saberes da comunidade que está fazendo”.

Delson Gavião, coordenador geral da Organização Padereéhj, falou sobre o plano de gestão dos povos Gavião e Arara, da Terra Indígena Igarapé Lourdes. “É o plano que vem orientar as ações que queremos que sejam feitas na terra indígena e que de alguma maneira atende a necessidade do nosso povo”, afirmou ele.

“Eu aprendi nesse módulo como se dá a construção dos planos de gestão, o uso do etnomapeamento e etnozoneamento, a contribuição desses instrumentos para a elaboração do plano de gestão e como as comunidades indígenas vão utilizar essas ferramentas para fazer a gestão dos territórios”, disse Paulo Garcia, coordenador substituto do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

A turma foi dividida em oito grupos para a apresentação dos planos de trabalho que contam com propostas de implementação da política na região. No último módulo, que vai acontecer de 24 a 30 de agosto, os participantes irão apresentar os planos de trabalho que foram desenvolvidos ao longo do curso.

“A expectativa para o próximo módulo é ter propostas de implementação da PNGATI para Rondônia de modo a contribuir efetivamente com a gestão territorial e ambiental das terras indígenas da região. Além disso, esperamos ter um intercâmbio com os Zoró que possa servir de exemplo prático para os participantes do curso de ações de gestão territorial em andamento, iniciadas antes da política e que podem ser fortalecidas por ela”, avaliou Cloude Correia, coordenador do curso.







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