Levantamento do Movimento CYAN com a população da bacia do córrego do Crispim faz parte de mapeamento da situação da água

No mês de novembro, estudantes da Faculdade Juscelino Kubitschek aplicaram questionários à população do entorno da bacia do córrego do Crispim , no Distrito Federal, onde se desenvolve o programa-piloto do Projeto Bacias.

No mês de novembro, estudantes da Faculdade Juscelino Kubitschek aplicaram questionários à população do entorno da bacia do córrego do Crispim , no Distrito Federal, onde se desenvolve o programa-piloto do Projeto Bacias . Trata-se de uma das fases do ecomapeamento promovido pelo Movimento CYAN , em parceria com o WWF-Brasil e o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) . O ecomapeamento servirá para orientar as ações de conservação da bacia do córrego, objetivo do projeto. A experiência no Crispim é um projeto-piloto, que será estendido no futuro a todas as bacias hidrográficas nas quais estão instaladas as 34 fábricas da Ambev, parceira do Movimento CYAN.

Entre os 30 alunos de Letras, História e Pedagogia selecionados para participar do levantamento, em troca de descontos na mensalidade dos seus cursos, apenas quatro deixaram a pesquisa ao longo do caminho. "A maioria ficou encantada com o trabalho. Até então, nenhum deles havia participado de uma atividade de intervenção social", conta a antropóloga Viviane Junqueira, coordenadora do projeto pelo IEB que acompanhou o levantamento de perto.

No final das contas, 608 questionários foram aplicados, uma amostra de cerca de 20% da população da região. Houve entrevistas com pessoas da área urbana e rural. Viviane notou que há vários pequenos comércios ao longo da microbacia hidrográfica, de lan houses a cabeleireiros. Além disso, deu para identificar problemas ligados à drenagem e resíduos sólidos. Também foram identificados vários pontos de poluição e degradação ao longo do Córrego Crispim, como lançamento de esgotos e extração de areia da calha do curso d’água.

A aplicação de formulários é a primeira fase do levantamento. A segunda parte será realizada em janeiro. Dentre os 608 entrevistados, algumas lideranças locais foram identificadas - como, por exemplo, diretores de escolas. Cerca de 20 a 25 das lideranças serão convidadas para uma segunda rodada de perguntas. É uma etapa de entrevistas qualificadas, com conversas mais longas e conduzidas por três antropólogos.

"O que será levantado na segunda fase afinará as informações coletadas de modo mais genérico na primeira etapa", explica Viviane. Os dados obtidos gerarão um livreto, que será produzido ainda no início de 2011, com todas as informações tabuladas. Futuramente, os dados serão discutidos com a população em reuniões comunitárias.

Mais informações sobre o projeto: www.movimentocyan.com.br







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