Moradores são voluntários no monitoramento da qualidade da água na Serrinha do Paranoá

Teve início, no Domingo 13 de fevereiro, a retomada das atividades de monitoramento da qualidade de água do Córrego Urubu, localizado na Serrinha do Paranoá.

Teve início, no Domingo 13 de fevereiro, a retomada das atividades de monitoramento da qualidade de água do Córrego Urubu, localizado na Serrinha do Paranoá. A ação faz parte do Projeto Bacias iniciativa de uma parceria entre Ambev, o WWF-Brasil e o IEB – Instituto Internacional de Educação do Brasil e integra os esforços do Movimento CYAN - campanha da companhia para mobilizar a sociedade sobre a importância do uso racional da água.

O objetivo é a inclusão de cinco pontos de monitoramento da qualidade da água na região abrangida pelo Comitê de Bacia Hidrográfica do Paranoá, também parceiro do projeto. Já foram selecionados três pontos de monitoramento mensal: no Córrego Urubu, outro no Córrego Palha e um terceiro no Córrego Jerivá. Dois novos pontos de coleta ainda serão selecionados.

Em cada um dos córregos os moradores são voluntários no monitoramento da qualidade da água. No Córrego Urubu o morador voluntário é Beto Techmeier, 49 anos, permacultor e responsável pela sonorização no Teatro Nacional. Beto vive no Núcleo Rural do Córrego Urubu desde 1990 e iniciou o monitoramento em 2007 no âmbito do Movimento Salve o Urubu. “Sempre estive envolvido com o plantio de mudas e outras ações ambientais na região e a oportunidade de monitorar a qualidade da água do Urubu foi uma forma de acompanhar a pressão e especulação imobiliária que a área vêm sofrendo nos últimos anos”, explica o morador.

Já no Córrego Palha, o voluntário é Gabriel Romeo, 34 anos, fotógrafo da natureza e estudante de Agroecologia na UNB. Gabriel é morador do Sítio Ser Ilumina desde 2007. O Sítio Ser Ilumina é um centro de preservação e de pesquisa em ecologia profunda e educação que desenvolve atividades educativas e culturais para a comunidade do Núcleo Rural do Córrego Palha e adjacências. Entre as atividades estão oficinas de desenho, pintura, musicalização infantil, violão, teatro, alfabetização de jovens e adultos, oficinas de bio-construção, mosaico, culinária do Cerrado e alimentação viva. Para Gabriel o monitoramento da qualidade da água do Córrego do Palha “veio integrar as inúmeras atividades já realizadas no Sítio Ilumina, especialmente no cuidado com a conservação da água.”

No Córrego Jerivá, a moradora voluntária é Nádia Bacin, 49 anos, artista plástica ceramista. Sua obra é inspirada na riqueza visual do Cerrado. Vive em Brasília desde 2002 e sua casa-ateliê fica localizada no Núcleo Rural do Córrego Jerivá. Em suas peças utiliza o engobe, a técnica de produção cerâmica mais antiga do mundo, que são fabricados com óxidos e corantes cerâmicos de forma natural e que não deixam resíduos químicos. Segundo Nádia, “sua paixão pelo Cerrado agora ficou mais completa, pois além de estar presente no seu trabalho, também se traduziu numa ação concreta de conservação das águas do bioma.”

A importância da Serrinha do Paranoá para a conservação das nascentes e mananciais do Distrito Federal deve-se pelo grande mosaico das microbacias hidrográficas que formam o Paranoá Norte. Sob a perspectiva da proteção legal a região da Serrinha do Paranoá está legalmente protegida por duas APAs a do Paranoá de gestão do governo do DF e a APA do Planalto Central de gestão Federal, sua paisagem também integra o Patrimônio Cultural e Paisagístico do Plano Piloto de Brasília. Nela incide ainda a área da Reserva da Biosfera do Cerrado. Em termos hidrográficos, as microbacias estão inseridas na Bacia Hidrográfica do Parnaíba e do Paranoá que são responsáveis por 64% da drenagem do Distrito Federal.

Mais informações: imprensa@iieb.org.br







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