Por uma economia agroextrativista

Terceiro e último módulo do Programa de Formação em Agroextrativismo e Cadeias Produtivas começa em Lábrea

 

Indígenas e ribeirinhos, moradores das calhas dos rios Madeira e Purus, participam do 3º módulo do Programa de Formação em Agroextrativismo e Cadeias Produtivas Sustentáveis. O tema central desta última etapa do curso, que acontece entre os dias 23 de abril e 05 de maio, no município de Lábrea, no Sul do Amazonas, é a comercialização e gestão de empreendimentos agroextrativistas e suas cadeias de valor.

 O objetivo é promover a discussão e o diálogo entre comunidades tradicionais e indígenas sobre o mercado dos produtos  agroextrativistas, agregando conceitos e metodologias, e auxiliando-os no processo de geração de renda com a prática das suas atividades culturais econômicas.

 O programa formação foi composto por três módulos realizados em distintos municípios, e dirigido a um grupo fixo de participantes oriundos de oito terras indígenas e cinco unidades de conservação localizadas no sul do Amazonas, sudeste de Rondônia, e noroeste do Mato Grosso.

 Através do diálogo sobre suas próprias realidades e culturas, o curso facilita a troca de saberes. O conhecimento é construído em conjunto. São realizadas aulas expositivas, trabalhos em grupo, exposição de fotos e vídeos, dias de campo e viagens de intercâmbio de experiências. Os participantes também desenvolvem pesquisas de campo no período compreendido entre um módulo e outro.

 O primeiro módulo aconteceu em Humaitá, no sul do Amazonas, entre os dias 18 e 31 de julho de 2012, e trabalhou o conceito de Sistemas de Produção. O grupo também realizou uma viagem de intercâmbio até a aldeia Canavial, na Terra Indígena Ipixuna, e uma visita a uma comunidade ribeirinha às margens do Madeira.

 O segundo módulo ocorreu entre 4 e 17 de novembro do mesmo ano, no município de Ji-Paraná, em Rondônia, e teve como foco a construção de entendimentos sobre manejo sustentável dos recursos naturais. Os participantes também visitaram a Terra Indígena Zoró, no município de Rondolândia, em Mato Grosso, para a pesquisa de campo sobre as boas práticas do manejo da castanha realizadas pelos índios naquele território. Ambos os módulo reuniram cerca de trinta e cinco participantes.

 “Com a conclusão do programa, esses pesquisadores locais estarão mais preparados para conquistarem autonomia econômica, para refletirem sobre suas escolhas de aquisição, ou não, de novas tecnologias, e para enfrentarem os novos desafios e situações decorrentes da consolidação das áreas protegidas”, explica a engenheira florestal Marilu Milanez, coordenadora pedagógica do curso.

O Programa de Formação faz parte das atividades do projeto “Conservação da Biodiversidade em Terras Públicas na Amazônia”, uma parceria do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) com as organizações não governamentais Associação Metareilá do Povo Indígena Suruí (Gamebey), Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, Conservação Estratégica (CSF Brasil), Equipe de Conservação da Amazônia (ECAM) e Operação Nativa Amazônica (OPAN), e com o apoio do programa de meio ambiente da missão da USAID (Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional) no Brasil.

 







Comentários