Prefeitura de Boca do Acre firma parceria com o IEB em Brasília

O Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para implementar atividades do Projeto de Desenvolvimento Local Sustentável (PDLS) no município.

A prefeita do município de Boca do Acre, Maria das Dores Oliveira Munhoz, assinou na manhã desta quinta-feira (03/11), na sede do IEB em Brasília, o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para implementar atividades do Projeto de Desenvolvimento Local Sustentável (PDLS) no município. Até o final de novembro, outros quatro ACT's serão firmados entre o IEB e as prefeituras de Canutama, Humaitá, Manicoré e Novo Aripuanã.

A assinatura dos acordos é uma ação do PDLS e procura criar as condições institucionais para a implementação das atividades definidas em oficinas de planejamento participativo com a presença de autoridades municipais e de lideranças de organizações locais. As agendas negociadas serão realizadas até meados de 2012, quando haverá uma avaliação e replanejamento para a fase seguinte.
Conforme analisa o coordenador do Programa Sul do Amazonas pelo IEB, Aílton Dias, "o acordo é uma ferramenta que garante a participação efetiva das prefeituras na realização das agendas, com compromisso político e financeiro por parte dos gestores públicos". Para tanto, continua Dias, "é fundamental assegurar o envolvimento adequado e qualificado da equipe das prefeituras e das Secretarias Municipais, com empenho e abertura para discutir temas socioamentais locais e comprometimento com a conservação ambiental no âmbito do município".

Boca do Acre

Distante 1.200 Km da capital Manaus, o município de 121 anos fica a 210 Km de Rio Branco, no estado do Acre. Localizado em área de fronteira, Boca do Acre é carente e não tem o apoio do estado do Amazonas, conforme explica em entrevista exclusiva ao IEB a prefeita Dorinha, como é conhecida pelos mais de 30 mil habitantes do município, a primeira mulher a assumir a administração pública local.

IEB - Ao firmar o termo de acordo, o que muda em Boca do Acre?

Maria das Dores Oliveira Munhoz - Estamos distantes da capital do nosso estado [Manaus] e tudo o que vier beneficiar nosso município de melhorias sociais e culturais é um avanço pois não temos o apoio do governo estadual. Para se ter uma ideia, retiramos o Bolsa Família na Caixa de Rio Branco. Até a Diocese da cidade é ligada à capital acreana.

IEB - Quais são as maiores deficiência, hoje, na região?

Maria das Dores Oliveira Munhoz - Emprego e renda. Depois que nosso município zerou o desmatamento com uma forte ação, com a saída das madeireiras que geravam emprego, mesmo que informal, muita gente ficou desempregada. Os índices de violência estão muito altos para a região. Boca do Acre tem uma grande área rural, de difícil acesso localizada dentro [ramais] e às margens do rio (Purus).

IEB - Qual a principal fonte de renda do município?

Maria das Dores Oliveira Munhoz - Federal. O repasse estadual é irrisório e temos uma folha de pagamento muito inchada, além de uma enorme dívida com o INSS.

IEB - De que forma o Projeto de Desenvolvimento Local Sustentável (PDLS) poderá melhorar o cenário atual da região?
Maria das Dores Oliveira Munhoz - Dando suporte à administração pública e ajudando na formatação e formalização de projetos. A ideia é alcançar mais recursos e conseguir participar de mais políticas públicas federais.

Mais informações: imprensa@iieb.org.br







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