Pressão e políticas públicas na Amazônia

Lideranças discutem políticas públicas de desenvolvimento sustentável e os grandes empreendimentos na floresta

No segundo dia do terceiro encontro do Programa Liderar, que aconteceu nesta terça-feira, dia 3 de dezembro, os participantes tiveram a oportunidade de discutir as agendas verde e marrom da região amazônica.

Durante a manhã, Adriana Ramos, do Instituto Socioambiental (ISA), apresentou sobre o conjunto de políticas públicas que valorizam os povos da floresta. A assessora pedagógica do Liderar, Andreia Bavaresco, explicou que o Brasil tem diversas políticas, mas falta a qualificação dos gestores públicos e interesse político. “A máquina do governo é lenta. Vocês têm que conhecer bem essas politicas para poder implementá-las”, afirmou para as lideranças.

Pela tarde, Henyo Barretto, diretor acadêmico do IEB, apresentou o atlas Amazônia sob pressão. Os participantes fizeram uma análise sobre as forcas que estão transformando a Amazônia, como a abertura de estradas, petróleo e gás. Para Maria Lindalva Melo dos santos, liderança de Barcarena, no Pará, “o atlas é um alerta, tem preocupação de mostrar a pressão das grandes ações e os empreendimentos que estão sendo feitos”.

 “A gente vai compartilhar o atlas com os movimentos sociais e ver de que forma vamos fazer o enfrentamento para a nossa própria sobrevivência na floresta”, afirma Gleice Coelho de Souza, liderança do Pará. “Temos que mobilizar as comunidades e enfrentar.  A nossa luta é diária”, diz Francisco Monteiro Duarte, liderança do sul do Amazonas.

 No final do dia, as lideranças assistiram ao filme À Sombra de um Delírio Verde , que denuncia a presença de transnacionais da indústria da cana de açúcar no massacre dos índios Guarani Kaiowá no Mato Grosso do Sul 







Comentários