Programa Caleidoscópio Realiza Curso Sobre Povos Indígenas

O curso “Povos Indígenas, Meio Ambiente e Desenvolvimento na Amazônia: uma introdução”, ocorreu em Brasília, de 19 a 31 de julho de 2010, como uma ação do Projeto BECA, apoiado com recursos da Fundação Gordon e Betty Moore.

O curso “Povos Indígenas, Meio Ambiente e Desenvolvimento na Amazônia: uma introdução”, ocorreu em Brasília, de 19 a 31 de julho de 2010, como uma ação do Programa Caleidoscópio, apoiado com recursos da Fundação Gordon e Betty Moore.

Desenhado para profissionais sem formação específica em Antropologia, Ciências Sociais e/ou disciplinas afins, o curso capacitou 22 gestores e técnicos da área ambiental, dos setores público, privado e do terceiro setor que no âmbito de suas atividades, ações e projetos, de algum modo interagem com e/ou trabalham junto a povos indígenas na Amazônia.

O objetivo foi oferecer, de modo introdutório e abrangente, princípios de conhecimento e chaves de entendimento sobre tópicos relevantes para compreender a conjuntura contemporânea dos povos indígenas na Amazônia, em sua interface com as questões ambientais e do desenvolvimento.

Com carga horária de 100 horas, o curso combinou aulas expositivas e participativas distribuídas em temas como: os índios e a formação do Brasil, noções de natureza e meio ambiente, perspectivas indígenas sobre a pessoa e o cosmos, ciências indígenas e etnoconhecimentos, políticas públicas para povos indígenas, movimento indígena, direitos indígenas e direito ambiental, se encerrando com uma oficina de gestão de conflitos.

Além de aulas expositivas, o curso contemplou leitura e discussão de textos, dinâmicas de grupos, exibição de vídeos e a realização de um painel com lideranças indígenas retratando visões sobre o presente, o passado e o futuro. A turma foi dividida em quatro grupos temáticos que trabalharam ao longo do curso. Orientados por facilitadores e incorporando a perspectiva e os conteúdos abordados, os grupos discutiram, elaboraram e apresentaram trabalhos reflexivos e propositivos sobre os temas: grandes projetos de intraestrutura; unidades de conservação e Terras Indígenas; produção sustentável e segurança alimentar; e gestão territorial e ambiental em Terras Indígenas.

Numa avaliação inicial, os participantes Rodrigo Suruí, 22 anos, indígena, estudante universitário do curso de administração em Rondônia e assistente financeiro da Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, e Marina Christofidis, 34 anos, servidora do Ministério do Planejamento, apontaram os conteúdos de legislação indigenista e ambiental como “de longe, os mais interessantes”, seguidos de cosmologia indígena. Além disso, avaliaram positivamente o intercâmbio e a interação entre os alunos.

Henyo Barreto, 44 anos, coordenador acadêmico do curso e do PAAPI – Programa de Apoio à Autonomia dos Povos Indígenas, do IEB, já ao final da atividade, avaliou que, numa próxima edição, o conteúdo e o tempo de realização do curso serão melhor equacionados. Por outro lado, a seleção dos participantes, oriundos dos vários estados da Amazônia Legal, e a interação entre os alunos e instrutores permitiram um aprendizado de alta qualidade.







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