Projeto Bacias apresenta resultados dos seis primeiros meses de monitoramento da qualidade da água

Bacias do DF têm qualidade de água estável. Movimento CYAN monitora 6 córregos na região.

Em maio, a qualidade da água nos seis córregos monitorados pelo projeto Bacias foi avaliada como "aceitável", o estágio intermediário em uma escala de cinco níveis, que vai de "ótima" a "péssima". Segundo a antropóloga Viviane Junqueira, coordenadora de projetos do IEB (Instituto Internacional de Educação do Brasil), que participa das atividades nas bacias do Distrito Federal, isso significa que os cursos de água estão saudáveis. Porém, Viviane alerta que a metodologia utilizada para o monitoramento não permite dizer se a água é potável ou se serve para banho e lazer. Para isso, seria preciso uma análise mais aprofundada, que não é o objetivo do monitoramento promovido pelo Movimento CYAN.

O índice que nossa metodologia produz é uma somatória de vários parâmetros. Ela serve mais para a gente poder acompanhar a variação da qualidade da água e identificar eventuais problemas que ocorram do que para instruir sobre o que pode e o que não pode fazer com a água desses córregos. O monitoramento das bacias é realizado por moradores da vizinhança dos cursos de água. Ao envolver a comunidade do entorno nessas atividades, o projeto Bacias pretende aumentar o grau de consciência e de alerta das pessoas sobre as águas na região.

"À medida em que as pessoas visitam o rio regularmente, passam a prestar mais atenção aos sinais que ele dá. O cheiro, a aparência. Se os parâmetros mudarem bruscamente, a gente sabe que aconteceu alguma coisa e investiga. No córrego do Urubu, por exemplo, detectamos rapidamente um despejo de esgoto, o que permitiu agir antes que o estrago fosse maior", diz Viviane.

Desde setembro de 2010, quando o monitoramento começou, a pior qualidade foi detectada no córrego Crispim. Essa foi a única ocasião em que uma amostra de água foi qualificada como "ruim". Em todos os córregos, as medições são feitas em dois pontos, um deles mais próximo da nascente, como forma de medir o grau de degradação da água ao longo do curso do córrego. Em geral, não houve sinal de degradação da qualidade da água ao longo do percurso, a não ser no córrego do Torto. Na última medição, embora ambas as amostras tenham sido classificadas dentro da faixa de qualidade "aceitável", o índice mostrou uma piora de quase 20%.

O objetivo do projeto Bacias, que faz parte do Movimento CYAN, é promover a conservação, a recuperação e a melhoria da gestão das águas das bacias hidrográficas em que estão localizadas as 34 fábricas da AmBev em todo o Brasil.

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