Projeto Bacias faz expedição ao Crispim

Participantes encontraram incêndio e lixo no caminho.

O projeto Bacias realizou na última sexta-feira, 8 de julho, uma expedição pela microbacia do córrego Crispim, para verificar a situação social e ambiental do entorno do curso de água. O objetivo do projeto Bacias, que faz parte do Movimento CYAN, é promover a conservação, a recuperação e a melhoria da gestão das águas das bacias hidrográficas em que estão localizadas as 34 fábricas da AmBev em todo o Brasil. A microbacia do córrego Crispim, que fica na região administrativa do Gama, no Distrito Federal, foi escolhida como piloto do projeto.

Participaram da expedição cerca de 60 pessoas, entre representantes da comunidade, do governo local, da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), deputados distritais, equipes de voluntários, técnicos do WWF-Brasil, e funcionários da AmBev. A visita fez parte das comemorações de um ano do projeto Bacias, que tem seu componente de mobilização e articulação social realizado pelo IEB.

A expedição visitou a nascente e o exutório do córrego, o ponto em que ele deságua no córrego do Alagado, um local repleto de cachoeiras, que antigamente era utilizado pela população, mas que foi abandonado pela degradação ambiental. No percurso, os participantes tiveram a oportunidade de verificar in loco algumas das ameaças que pairam sobre o córrego, como o acúmulo de lixo trazido pelas enxurradas e os incêndios, que degradam a cobertura vegetal no entorno do curso de água.

Ao final da caminhada, a expedição acompanhou a coleta e análise da qualidade da água, com kits colorimétricos, que periodicamente vem sendo feita em 12 pontos no Distrito Federal para monitorar eventuais agressões aos rios. Ambos os rios fazem parte da bacia do rio Corumbá. Alem dessa bacia, a bacia do rio Paranoá também deverá receber apoio, por meio de capacitação dos integrantes do Comitê de Gestão da Bacia do Paranoá, que administra o uso das águas em todo o Distrito Federal.







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