Projeto Bacias: oficina destaca ferramentas de comunicação para agilizar o processo de conservação dos recursos hídricos do cerrado

Com o objetivo de ativar a rede de comunicação do Córrego Crispim, entre os dias 29 e 30 de julho, na Faculdade JK do Gama/Distrito Federal, aconteceu a oficina da rede comunitária do Córrego Crispim/DF.

Com o objetivo de ativar a rede de comunicação do Córrego Crispim, entre os dias 29 e 30 de julho, na Faculdade JK do Gama/Distrito Federal, aconteceu a oficina da rede comunitária do Córrego Crispim/DF. Ao longo dos dois dias, os participantes puderam conhecer o seu capital humano e social, falar sobre os novos instrumentos de comunicação e fazer um planejamento ágil para utilização do viveiro de mudas. O viveiro, localizado no Clube da Ambev, está pronto e tem capacidade para 10 mil mudas. Os presentes puderam, ainda, definir a construção das atividades, até novembro, voltadas ao interesse específico da conservação dos recursos hídricos.

A oficina surgiu com a proposta de subsidiar as lideranças da região para as ações de formação e capacitação para a utilização de ferramentas de tecnologia da informação, com o desenvolvimento de processos educativos à distância, fortalecimento de comunidades de aprendizagem e realização de trabalhos colaborativos. Foram abordadas as temáticas educação ambiental, comunicação comunitária, gestão de redes, usos de tecnologias de informação, gestão de conflitos, trabalho colaborativo e planejamento participativo. Morador da Bacia Crispim, Tomas Antonio Pereira, militante do Hip Hop e estudante de história declarou que o curso trouxe conhecimentos de ferramentas importantes que possam ser utilizadas na criação de redes sociais. “Sem as redes sociais não é possível desenvolver um trabalho dentro da comunidade”, concluiu após o término das atividades.

Para a coordenadora do Projeto Bacias pelo IEB, Viviane Junqueira, a atividade alcançou o objetivo: “conseguimos descobrir o capital humano e social local, conhecer quais as ferramentas de comunicação mais adequadas ao contexto (torpedos coletivos, MSN e Facebook), além de fazer o planejamento ágil para utilização do viveiro até novembro, quando iniciam as chuvas e então o período de plantio.”

Cada participante colocou as pessoas que têm contato na comunidade, explicou Viviane: no clube de mães, na igreja, no grupo do futebol, na associação comunitária. “Em todas as organizações onde elas atuam de alguma maneira. Juntamos todas as ideias, colocamos num papel em formato de grande círculo para visualizar o potencial da rede do Crispim.” Para Ulisses Astor do núcleo rural Casagrande do Gama/DF, a ação foi muito interessante. “O projeto que é piloto deve ser esticado para outras áreas também, e está realmente excelente esta primeira parte de capacitação. Agora vamos botar a mão na obra e executar isso”, declarou o comunitário.

Participaram moradores das chácaras ao longo do Córrego Crispim/DF, da área urbana originários das quadras 10 a 50 do Setor Leste do Gama/DF, membros da Administração Regional do Gama/DF, alunos da Faculdade JK, professores das escolas públicas locais, técnicos da CAESB, policiais militares, representantes do Movimento Hip Hop, lideranças das diversas comunidades religiosas do Crispim, representantes do Clube de Mães, representantes das ONGs locais, alunos da Escola Técnica do Gama, universitários do curso de Gestão Ambiental da Universidade de Brasília (UnB) do Gama/DF. Segundo avaliação da jornalista Viviane Amaral, facilitadora de redes sociais que ministrou a oficina, a importância do projeto para a vida dessas comunidades é muito forte por que através dele, vão descobrindo o quanto podem defender um bem comum. “Tive contato com uma comunidade pulsante, onde as pessoas são apaixonadas, têm memórias afetivas desse córrego e isso é um grande poder para o processo de mudança. É uma coisa que deve ser mobilizada e nutrida”, destacou a facilitadora.

No Distrito Federal, o Movimento CYAN iniciou o Projeto de Recuperação de Bacias, adotando como piloto e laboratório de testes a bacia hidrográfica dos rios Paranoá e Corumbá, onde se situa o córrego do Crispim. A proposta é levar melhorias aos recursos hídricos que abastecem as 34 fábricas da Ambev no Brasil. Além do Movimento CYAN e IEB, são parceiros o WWF Brasil, o CRAD-Unb, Faculdade JK e o Comitê de Bacia do Paranoá.

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