Projeto Fronteiras Florestais é encerrado

Organizações fazem balanço das atividades realizadas nas áreas de atuação do projeto.

 

Após o trabalho de quatro anos o Projeto Fronteiras Florestais (PFF) chega ao fim. O seminário Gestão Territorial e a Adoção de Práticas de Manejo Sustentável para Inclusão Socioambiental: a experiência do PFF, realizado no dia 26 de março, marcou o encerramento das atividades. A atuação foi no sul do Amazonas nos municípios de Humaitá e Canutama e no sul do Pará nos municípios de São Félix do Xingu, Tucumã e Ourilândia do Norte.

O projeto contou com a parceria do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) no monitoramento do desmatamento, o Grupo de Pesquisa e Intercâmbios Tecnológicos (GRET) na assessoria metodológica, o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) na coordenação das ações e duas organizações locais, a Associação para o Desenvolvimento da Agricultura Familiar do Alto Xingu (ADAFAX) e o Instituto Pacto Amazônico (IPA).

O projeto acompanhou a implementação de políticas públicas no combate do desmatamento no Sul do Amazonas e no Sul do Pará. “São duas regiões com um grande desafio porque sofrem uma forte pressão da ocupação e do desmatamento,” disse Paulo Amaral, pesquisador sênior do Imazon. O Imazon fez o trabalho de monitoramento colaborativo com as ações do Cadastro Ambiental Rural (CAR), do Programa Municípios Verdes (PMV), da Lista de Municípios Prioritários da Amazônia do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Ministério Público Federal (MPF). O Imazon divulgava o monitoramento mensal do desmatamento e assim era possível identificar as causas do desmatamento.

A ADAFAX foi criada em 2005 e atua no Alto Xingu. Celma Gomes de Oliveira é coordenadora de projetos da organização. Segundo ela o projeto teve um resultado muito positivo e foi a primeira vez que trabalharam com outras organizações. “Nós atuamos em vários locais do município e com o projeto nós tivemos relações próximas com o governo. Essa é a porta de entrada para outros projetos e novas parcerias,” explica Celma.

Joaquim Alves dos Santos é agricultor familiar e vive no Sítio Floresta Colônia Tancredo em São Félix do Xingu. Ele planta cacau e trabalha com polpa de fruta. Através da ADAFAX ele conseguiu acessar o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). “Pelo projeto a ADAFAX conseguiu dinheiro para implantar uma mini indústria de beneficiamento de polpa de fruta. Tivemos uma melhora grande na renda, os técnicos dão assistência e a ADAFAX incentiva o reflorestamento,” afirma Joaquim.

Para Manuel Amaral, gerente do escritório do IEB em Belém, o maior ganho do PFF foi fazer uma relação direta da implementação das políticas públicas no grupo social de agricultores familiares qualificando o seu impacto. Aurélio Diaz, assistente de campo de Humaitá, destacou dois avanços no sul do Amazonas, o ordenamento territorial na Floresta Nacional de Humaitá e a criação de uma rede de agricultores nas temáticas do cacau e do açaí nativos na combinação de sistemas agroflorestais no rio Madeira.

De acordo com o coordenador do projeto, Cloude Correia, dentre os vários resultados alcançados pelo projeto, “o destaque pode ser dado ao fortalecimento das duas instituições locais, ADAFAX E IPA, por meio de ações de capacitação, além de ter permitido uma maior interação entre elas e as famílias de agricultores das duas regiões”.

Na ocasião foram lançadas sete publicações impressas desenvolvidas ao longo do projeto que tratam de manejo sustentável, sistemas agroflorestais e beneficiamento de polpas. “Os livros publicados colocam no papel a nossa caminhada,” finalizou a coordenadora de projetos da ADAFAX, Celma Gomes de Oliveira.

Em breve as cartilhas estarão disponíveis para download em nosso site.







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