Projeto Paisagens Indígenas (PIB) apresenta seus resultados após três anos de atividades

Povos indígenas das regiões do Oiapoque (AP) e de Roraima foram beneficiados com as ações desenvolvidas.

Fonte: TNC

O projeto Paisagens Indígenas (PIB) completou, com o fim de setembro, três anos de existência, encerrando assim suas atividades.

Com o objetivo de contribuir com o desenvolvimento dos povos indígenas da região da Amazônia brasileira, o projeto trabalhou, durante este período, para fortalecer as organizações indígenas em suas áreas estratégicas e melhorar a proteção e o manejo de duas grandes paisagens com Terras Indígenas (TIs)– Oiapoque (AP) e Roraima. O PIB foi um projeto liderado pela The Nature Conservancy (TNC), em parceria com a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), o Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (IEPÉ) e o Conselho Indígena de Roraima (CIR).

O coordenador executivo do projeto, Fernando Bittencourt, destaca a importância da iniciativa para o desenvolvimento dos povos indígenas. “Ao longo dos últimos anos os indígenas têm se esforçado para ter suas vozes ouvidas nos processos que envolvem suas tradições e culturas, principalmente dobre a gestão de suas terras. O PIB colaborou ativamente nisso e acreditamos que chegamos ao nosso objetivo”, comemora.

Entre os principais resultados obtidos nos três anos de projeto estão o desenvolvimento do Plano de Vida dos Povos Indígenas do Oiapoque; a formulação participativa dos Programas de Gestão Territorial e Ambiental (PGTAs) das Terras Indígenas do Oiapoque e do Oeste de Roraima; a capacitação de mais de trezentos indígenas, incluindo 114 lideranças treinadas no Centro Amazônico de Formação Indígena (CAFI), e 50 agentes ambientais voluntários em Roraima.

Além disso, o PIB apoiou a participação de mais de mil indígenas nas discussões para a construção da Política Nacional de Gestão Ambiental em Terras Indígenas (PNGATI). Também, a aprovação e implementação do projeto GATI (Gestão Ambiental de Terras Indígenas), iniciativa de cinco anos, com orçamento de 36 milhões de dólares, para a consolidação do sistema nacional de gestão ambiental em terras indígenas. Com isso, o projeto colaborou com a ampliação significativa das capacidades indígenas e do Governo para melhorar a gestão ambiental dos 105 milhões de hectares de Terras Indígenas do Brasil, envolvendo assim não apenas o fortalecimento institucional de organizações indígenas, mas também o desenvolvimento de capacidades técnicas de indígenas e de órgãos governamentais, como Funai, Ministério do Meio Ambiente (MMA), entre outros.

Foram investidos na iniciativa mais de cinco milhões de dólares. A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), organização apoiadora, arcou com 63% deste valor. Os outros 37% vieram de fundos da TNC, organização líder do projeto.


Sobre a TNC

A TNC é uma organização não governamental que desenvolve projetos de conservação em mais de 35 países. Atuando no Brasil desde 1988, a organização tem a missão de proteger plantas, animais e ecossistemas naturais, protegendo os recursos necessários a sua sobrevivência. Desenvolve iniciativas nos principais biomas brasileiros (Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado, Pantanal e Caatinga), com o objetivo de compatibilizar o desenvolvimento econômico e social com a conservação dos ecossistemas naturais. Na Amazônia, a organização vem trabalhando para facilitar e promover a conservação de terras indígenas há mais de dez anos, além de desenvolver ações para a regularização ambiental de municípios estratégicos e para minimizar as causas e efeitos das mudanças climáticas. Atualmente, a organização e seus mais de um milhão de membros ajudaram a proteger 130 milhões de hectares em todo o mundo. Para mais informações, acesse: www.tnc.org/brasil.







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