A relação dos povos indígenas com seus ambientes em debate

Participantes discutem cultura e meio ambiente no segundo módulo do Formar PNAGTI em Rondônia

 

Os 37 participantes do segundo módulo do Curso Básico de Formação em Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI) se reuniram no Centro de Formação Paiter Suruí, da Associação Metareilá do Povo Indígena Suruí, no município de Cacoal, em Rondônia, para discutir cultura e meio ambiente.

O Formar PNGATI é uma iniciativa do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) em parceria com a Fundação Nacional do Índio (Funai), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ministério do Meio Ambiente (MMA), Agência de Cooperação Internacional Alemã (GIZ), Projeto de Gestão Ambiental e Territorial Indígena (GATI) e Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), além de organizações indígenas locais, financiado pela Fundação Moore.

Os participantes, 30 índios e sete não-índios, puderam aliar o conhecimento indígena com o conhecimento técnico dos gestores da Funai e do ICMBio. Foram cinco dias de reflexão sobre a relação dos povos indígenas com os seus ambientes, abrangendo as diversas etnias com o propósito de mostrar a diversidade de perspectivas sociais e culturais. Estavam reunidos os representantes dos povos Zoró, Paiter Suruí, Oro Nao, Karipuna, Puruborá, Arara, Apurinã, Kwazá, Cinta Larga, Gavião, Tupari, Amondawa, Uru-Eu-Wau-Wau, Oro Eo, Karitiana e Canoé.

Os responsáveis pela oficina foram Cloude Correia, coordenador do projeto, Daniel Belik técnico da Coordenação-Geral de Gestão Ambiental (CGGAM) da Funai e o sábio indígena Itabira Suruí, que vive na Terra Indígena Sete de Setembro. Os instrutores apresentaram a relação das culturas indígenas com a natureza e o meio ambiente, a visão ocidental e as implicações das diferentes percepções para a discussão sobre gestão territorial e ambiental de terras indígenas.

Durante o curso os participantes se reuniram para elaborar uma carta de apoio à  Mobilização Nacional Indígena, que ocorreu de 30 de setembro a 5 de outubro, em defesa da Constituição Federal e dos direitos indígenas.

O próximo módulo acontece de 3 a 7 de fevereiro. Cloude Correia explica que no intervalo, sem aulas presenciais, entre um módulo e outro, os participantes desenvolvem suas pesquisas colaborativas, repassando para as comunidades, aldeias, associações ou instituições na qual estão vinculados o conhecimento adquirido. “A ideia é que eles  aprofundem as informações sobre o assuntos discutidos no segundo módulo e reúnam dados para o terceiro módulo que será sobre poder e sustentabilidade de povos e terras indígenas”.  







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