Segundo dia do encontro é dedicado a oficinas de trabalho

Divididos em três grupos, os mais de 100 presentes no III Encontro Regional do Fortis, participaram das oficinas temáticas paralelas, como o desenvolvimento local, o manejo sustentável de recursos naturais e o monitoramento de desmatamento no sul do Amazo

Divididos em três grupos, os mais de 100 presentes no III Encontro Regional do Fortis, participaram das oficinas temáticas paralelas. Extrativistas, seringueiros, indígenas, moradores de áreas de floresta nacional, área de várzea, assentamento e unidades de conservação discutiram entre si, conforme o assunto de interesse, temas como o desenvolvimento local, o manejo sustentável de recursos naturais e o monitoramento de desmatamento no sul do Amazonas.

Com a proposta de aprofundar as trocas de experiências entre as comunidades presentes, a atividade aconteceu ao longo de toda a manhã até o meio da tarde, quando os temas voltaram a ser debatidos na plenária. Os altos índices de desmatamento são fortes indicadores de que a região do sul do Amazonas necessita de uma gestão de governança e implementação de políticas públicas. Foi neste sentido que, ao longo dos últimos cinco anos, o Consórcio Fortalecimento Institucional no Sul do Amazonas – Fortis atuou. Ao todo, o Fortis atendeu 65 organizações comunitárias com apoio em assessoria técnica, cursos de capacitação e oficinas de trabalho. Mais de três milhões de hectares de floresta foram beneficiados, contando o potencial e a extensão do projeto em toda a região do sul do estado do Amazonas. “Foi através do manejo que a gente viu que as coisas começam a melhorar”, avaliou Francisco Leite do Amaral, mais conhecido como Chico da Flona de Humaitá. Para ele, que participou da oficina de manejo sustentável de recursos naturais, é necessário que aconteça um equilíbrio entre o homem e a floresta: “hoje meus filhos e netos não conhecem alguns peixes que eu pescava na minha infância porque deixaram de existir há muito tempo”, exemplificou.

Outro destaque foi para a oficina de monitoramento do desmatamento, onde os participantes simularam, na praça principal da cidade, como localizar uma área desmatada. Para o técnico florestal Valderson Vilaça, a oportunidade aconteceu na forma de esclarecer a tecnologia do GPS. “Aprendi a realizar outras leituras no GPS. Isso vai facilitar muito”, ressaltou Vilaça. Ele disse que irá enviar uma carta ao órgão responsável do governo do estado do Amazonas, solicitando mais esclarecimentos tecnológicos para agilizar a emissão do Cadastro Ambiental Rural (CAR).

O Fortis atendeu sete municípios do sul estado do Amazonas: Apuí, Boca do Acre, Humaitá, Manicoré, Novo Aripuanã, Lábrea e Canutama e, conforme os registros do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), no último ano (agosto de 2009 a julho de 2010) houve um desmatamento de 120 quilômetros quadrados, ou seja, 6% maior que no ano anterior.







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