comunidade » PADIS - Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional e Sustentável (publicado em 27/02/2009)
O Programa Padis foi realizado com recursos da Embaixada do Reino dos Países Baixos (Holanda), e nos seus cinco anos de existência (2001 a 2005) apoiou iniciativas em 14 localidades, a maioria destas na Amazônia e no Cerrado. Seu objetivo foi fortalecer a capacidade das organizações da sociedade civil, dos poderes públicos e da iniciativa privada para interlocução, articulação e ações conjuntas na busca de soluções para problemas socioambientais. O apoio era concedido por meio de consultorias , capacitações e intercâmbios, sob medida de acordo com as necessidades demandadas pelas organizações.

Mâncio Lima – AC: Gestão Ambiental e Desenvolvimento Sustentável do Município de Parque Nacional da Serra do Divisor/ Formação e capacitação do Conselho Consultivo do Parque
Marechal Thaumaturgo – AC: Fortalecimento das capacidades das sociedades indígenas para a gestão
ambiental e formulação de políticas públicas
Juína – MT:Construção participativa de um plano de desenvolvimento sustentável para o município de Juína
Goianésia do Pará – PA: Mobilização social para a construção de um fórum (rede) de organizações locais em favor do desenvolvimento sustentável
Axixá –TO: Fortalecimento do conselho municipal de desenvolvimento rural sustentável
Mineiros – GO: Construção Participativa de um Plano de desenvolvimento sustentável do município de Mineiros
Araguari – MG: Parceria Entre os Catadores de Material Reciclável e a Prefeitura Municipal de Araguari para criar uma Associação de Catadores
Consórcio Intermunicipal – MG: Consórcio intermunicipal para a educação ambiental e recuperação das
Bacias dos Rios São João e Santana
Três Pontas - MG: Construção participativa de um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos/Gestão
Social dos Catadores
Cabo de Santo Agostinho – PE: Construção de um fórum voltado para a Elaboração da Agenda 21 Local
1) o programa não apresentou “pratos feitos” e construiu junto os projetos, desde a base;
2) o programa ampliou de maneira inédita o conhecimento sobre a realidade dos municípios, mudando o enfoque de planejamento de instituições do poder público local, da sociedade e, em alguns casos, da iniciativa privada;
3) o programa incentivou uma ampliação inusitada das possibilidades de articulação, propiciando verdadeiras descobertas sobre a viabilidade de convivência produtiva entre atores antes separados por barreiras consideradas intransponíveis, levando mais longe os limites da tolerância inter-pessoal e inter-institucional e fertilizando a crença no valor da diversidade;
4) o programa catalisou processos incipientes, redirecionando-os para o espaço público e abrindo caminho para o diálogo entre saberes, segmentos sociais e ambientais, sociedade civil e poder público;
5) o programa mostrou potencialidades inexploradas da ação coletiva para o desenvolvimento dos municípios e para o próprio fortalecimento de cada entidade participante.
A partir do ano 2000, o Instituto iniciou um trabalho voltado à organização e publicação de títulos de relevância para a área socioambiental, que dificilmente encontrariam outros canais para a sua publicação e difusão.
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